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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Carrefour Series (3). Cantinho dos Pães

Como não poderia deixar de ser, oCarrefour Cambuí (não merecedor do sobrenome) continua a me desapontar. A foto ao lado expôe um problema normalmente visto nos varejos - sejam eles quais forem - por aí. Esperava não vê-los no Carrefour. Ou melhor, esperava SIM!

Os problemas são:

1. O display na frente da gôndola atrapalha quem quer chegar lá. Algumas pessoas inclusive desistem.

2. Caso houvesse REALMENTE necessidade de um display naquela região, que fosse MENOR, atrapalhando um
pouco menos o consumidor, que vai ter que pagar por tudo isso.

3. O nosso amigo repositor (lado esq. foto), totalmente alienado ao fato (ou talvez até consciente, mas desleixado mesmo) do pouco espaço para assesso aos pães, bloqueou uma das duas passagens, dificultando BEM o acesso.

4. O cabelo solto nos ombros, do mesmo amigo repositor, também é um despropósito quando se trata de manipulação de alimentos.

5. O Cartaz Promocional de um dos produtos das cestas (que estão no display) está mal encaixado e caído. Mostra relaxo e não funciona. Ninguém vai abaixar e entortar o pescoço para ler um recado.

Enfim, em 10 m2, vimos 5 erros; alguns clássicos, outros nem tanto. Mas todos importantíssimos. Detalhes? Sim!
Mas que fazem toda a diferença quando se trata de EXPERIÊNCIA DE CONSUMO.

A minha, neste dia, obviamente não foi boa.
E o pão ficou pra trás.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Marketing de Cervejas Artesanais

A cerveja é uma bebida e tanto. Movimenta bilhões ao redor do mundo; encanta multidões; causa polêmica com sua propaganda; instiga, estimula, excita...! Vende.
E agora, na sua cola, talvez junto ao vinho, ou talvez um pouco atráz dele, vem as cervejas artesanais.
Há tempos já difundida e apreciada em outros países, como Bélgica e a Inglaterra, começa a crescer, em vulto e faturamento, também aqui no Brasil. Prova disso são as aquisições que vem acontecendo por aqui. Imbev e Schin são fatos que comprovam a tendência.

As cervejas artesanais são um mercado extraordinário para ser explorado, e apreciado; afinal, ela é deliciosa - estive no último Brasil Braw e provei algumas novidades (do Brasil todo): boas, muito boas e excelentes.
A variedade é imensa; os tipos, inúmeros; os sabores, infinitos...
As combinações que se pode fazer podem deixar os vinhos enciumados; por tanto tempo lá em cima, agora podem perder o trono.

Mas para isso, as microcervejarias precisam profissionalizar-se.
As poucas que o fazem, ou fizeram, vide Isenbahn, Baden Baden, Devassa, entre outras, foram compradas. O motivo: cresceram regionalmente, ficaram famosas e ganharam a mídia. Atraíram a atenção e geraram preocupação. Foram compradas.

Esse é o padrão que se tem visto por aí. Não é um mal negócio; não para o negócio. Para o mercado, sim. As cervejas artesanais deixam de ser artesanais (perdem o teor manual; viram produto de massa) e perdem valor, e o mercado fica nas mãos de grandes que, mais fortes na relação de poder, norteiam nossos gostos.

Há uma forma de se romper este ciclo (Crescer - Aparecer - Ser comprado | Vendido; as vezes morrer)
A Microcervejaria tem uma chance, e deve SIM, começar regionalmente, mas se preparar para um crescimento virtuoso, e não se deixar engolir por grandes cervejarias ao menor sinal de interesse. Lembre-se, o ganho deve ser da Pessoa Física, e não Jurídica.
Daí a necessidade do pensamento a longo prazo, planejamento e operacionalização eficaz; fatores relativamente escassos no mercado em questão, especialmente sob a ótica do marketing.
Mas essenciais para o crescimento sustentável, e a longo prazo.

Para que isso aconteça, alguns procedimentos mercadológicos e comunicacionais devem ser postos em prática; e o pensamento sistêmico deve a força motriz para que tudo flua de uma maneira consistente e sem interrupções.
Causa e Efeito devem ser pensados como uma relação mútua; e toda solução deve vir de um profundo conhecimento das causas essenciais.

Abaixo, algumas dicas de como isso pode acontecer, no caso das micro:

1. Fortalecer-se regionalmente.

2. Estudar o comportamento do Consumidor de Cervejas Artesanais: em todos os sentidos: (1) demograficamente e (2) psicograficamente, passando por estudos de personalidade, auto-conceito e auto imagem; e pelo comportamento no ambiente de compra, entre outras análises.

3. Conseguir penetração no pequeno varejo; depois no grande: isso cria imagem de marca e aumenta a percepção de valor, ligado a exclusividade - bom para cervejas especiais.

4. Conseguir penetração em Bares e Restaurantes: com criatividade, serviços super diferenciados e percepção de vantagem são um must neste caso. E persistência, muita persistência.

5. Treinamento; processual, incessante e exaustivo para os vendedores, de forma que eles captem a essência da empresa e passem a vendê-la; não somente como mais um produto, mas com um objeto de desejo que vai gerar recursos para quem quer que seja que o compre.

6. PDV: um ponto-de-venda bem decorado e pensado estrategicamente pode fazer A diferença. Um produto colocado numa altura correta pode arruiná-lo; assim como um produto no corredor certo pode levar a faturamentos impensados. E a cerveja artesanal deve tomar esse cuidado. E mais; deve pensar no PDV até mesmo como uma forma de conceituar a marca; além claro, de vê-lo como um ótimo mecanismo de alavancagem de vendas.

7. Experimentação: muita experimentação. As cervejas artesanais normalmente são boas; algumas excelentes. Mas para que o consumidor saiba disso, é preciso agraciá-lo; é preciso fazê-lo experimentar; provar. Degustar de graça. Caso contrário, ele continuará tomando as que já conhece. Afinal de contas, nem todo apreciador de cerveja experimenta tudo o que vê pela frente. Segundo algumas categorias de consumidores, há os adotantes imediatos, os adotantes tardios, os que eperam pela consolidação da marca, e assim por diante. Mas só com a degustação é que qualquer um deles conhecerá o sabor da sua marca.

8. Embalagens: transmitem a alma da marca; a essência. Sugerem sabor, ambiente e estilo. E fazem vender; daí a necessidade de serem tb. bem posicionádas nas gôndolas dos mercados; serviço agregado que as micro tb. podem prestar; e com isso, fidelizar.

9. Divulgação em Mídia: a exposição é sem dúvida necessária, mas de uma forma diferenciada; afinal de contas, o produto, como o próprio nome diz, é artesanal; para que popularizar então?
A estratégia de mídia deve ser um dos pontos-chave na condução da comunicação das microcervejarias.

10. Utilização do Choop para promover a Cerveja: aproveitar essa excelente oportunidade de alavancagem, fazendo um intercâmbio de benefícios, visto que, muitas vezes, quem fabrica um, também fabrica o outro.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Ask Yourself

Fascinante o trabalho desenvolvido pela Dropping Knowledge.
Eis o que são:

creates media to vivify people’s questions and infuse them with new impact, to inspire you to ask yourself…

Num momento em que pouco pensam, eles vieram com uma sugestão oposta. Pensem. Ask Yourself. And mean it!
O trabalho é fundamentalmente agressivo, mas aplaca. Instiga e gera desconforto; uma das premissas de uma comunicação bem feita e duradoura. Para ser lembrada.

O objetivo tb. é claro. Levar as pessoas a repassarem seus questionamentos. Instigá-los ainda mais através da promoção online. Daí a facilidade de se drag-and-drop todos os modelos apresentados no site.

Eu simplesmente comprei a campanha, e seus questionamentos.
Sugiro que façam o mesmo.
Ask yourself too!

Abaixo, alguns cartões, com as respectivas traduções.

Como determinarmos o que é fato e o que é verdade, quando podemos simplesmente fabricá-los? Pergunte a você mesmo.

Animais tem alma? Pergunte a você mesmo.

A liberdade deve der restrita? Pergunte a você mesmo.

Pergunte.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A Ford fez por Merecer: The New Ford Back in Black Fusion

A Ford fez por merecer.
Fez por merecer por ter feito um exclente trabalho de planejamento de Comunicação a longo prazo.
Um planejamento que previu uma continuidade conceitual muito inteligente. Primeiro veio o Ford Fusion, que fez por merecer; chegou lá (http://www.youtube.com/watch?v=7uTl9Fz7uR0). Depois veio o Ford Edge, com uma campanha também permeada pelo reconhecimento do sucesso passado e sua manutenção corrente, num contexto jovial e luxuoso, porém menos executivo. Ainda assim, Valioso como tudo que é inesquecível (http://www.youtube.com/watch?v=gc2vv8Qpz-s).
A linha executiva volta agora com o Novo Ford-Back in Black-Fusion, numa campanha apimentada e moderna, com um humor atual e picante: Aonde você quer estar daqui há 5 anos? (http://www.youtube.com/watch?v=YzZZHsoTDck).
As diferentes perspectivas do homem e da mulher ainda sugerem uma adequação total ao mundo empresarial moderno, onde as mulheres não só ocupam os mesmos cargos, mas são grandes líderes e executoras preciosas.
E a Ford parece ter entendido tudo. Ou melhor, entendeu o comportamento do consumidor; suas vontades, seu momento e seus anseios. Estudou as tendências e contruiu um plano a longo prazo, onde os 3 filmes parecem fazer parte do mesmo conjunto da obra, exibido em 3 momentos diferentes, mas com uma contundência comovente.
Ouviu primeiro, para depois falar. Tentou, e acertou.
Certamente obedeceu.
Agora pode começar a liderar.

Parabéns aos profissionais envolvidos no processo de planejamento e criação.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Programa de Fidelização Tim - iPhone for Free

Ganhei um i-phone de graça.
E não é brincadeira. Ganhei um i-phone de 8G de graça!

E da Tim. De uma operadora que, como todas as outras, sofrem de retaliações diárias, de governo, de jornalistas, e de nós, consumidores, que vivemos reclamando dos serviços para além-de-mal prestados.
Ontem foi o dia da recompensa. Apos ter sido abordado dias anteriores como uma boa promoção de desconto, liguei ontem para fechar negócio (i-phone 8G por aprox. R$800,00 - nada mal para um i-phone de valor R$ 2.400,00), e recebi a notícia de que as vantagens para mim seriam ainda maiores. Após alguns minutos veio a confirmação: um i-phone de 8G por 12 parcelas de R$0,33.
Sorri.
O sorriso foi o meu comportamento do consumidor neste momento.
E que marca não gosta de ver um sorriso no rosto do seu consumidor? E lá estava eu, dentro de uma loja Tim (liguei da loja), sorrindo... feito uma criança. Mais feliz? Impossível.

Considero o caso, no mínimo, interessante.
Como uma promoção muda tando de um dia para o outro? Num primeiro momento, tinha um ótimo desconto; dois dias depois, o mesmo aparelho praticamente de graça?

Ao que parece, são as nuances dos comportamentos de estoques. Quando estão relativamente altos, são desovados. Quando há fluidez de saída, opta-se pela manutenção das políticas correntes.
Meu contrato expiraria em 3 ou 4 meses...
Por que não, então, me fisgar por mais 12...?

Ótima sacada. Ótima estratégia.
Reduziram estoque e deixaram um consumidor muito feliz.
Fiel? Talvez? Com ressalvas.

Porque nem sempre uma ação como essa pode contornar comportamentos grosseiros de falta de atenção, educação e respeito para com o consumidor.

Um i-phone, por enquanto, resolveu
Mas por quanto tempo?

Eurico Conceição Palazzo





quarta-feira, 4 de março de 2009

Carrefour Series (2). Parca Variedade

E vamos que vamos... ao fundo do poço.
Acho que é exatamente para lá, que o Carrefour, dito bairro, vai.
Vamos as análises:

Adquiriram um espaço SUPER-NOBRE no Cambuí, bairro nobre de Campinas, em frente ao Largo Sta. Cruz; o propósito desta ação: fazer frente ao P. Açucar Cambuí, localizado tb. no mesmo bairro, obviamente. Até aí, uma ótima estratégia; 

No entanto, esqueceram que para satisfazer o consumidor do P. Açucar é preciso um pouco mais que simplesmente estar por perto. É preciso, por exemplo, VARIEDADE de produtos, coisa que nossos amigos franceses simplesmente esqueceram de computar em sua equação.

Vamos aos exemplos de produtos que não foram achados:

1. Pão de Forma Wickbold
2. Iogurte com Mel Nestle
3. Salsichas variadas (Hans, Eder...)
4. Mostarda Hemmer
5. Ketchup Henz
5. Saladas embaladas a vácuo da marca Terra.
6. Queijo Fresco Balkis... ou Quatá... ou Fazenda... 

Oras, se um supermercado que ser um grande supermercado de bairro, e brigar com os grandes, então nada mais apropriado que este arme-se com as ferramentas de briga corretas; e não com artefatos de segunda linha, como os private labels que nos empurram guela adentro nas gôndolas também mal planejadas.
Sem Hemmer, sem Wickbold... sem Henz... não chegarão a lugar nenhum; apesar de estarem no lugar certo. Irônico não!?

A verdade é que a decisão estratégica de se estabelecer no Cambuí foi mto. acertada; mas esqueceram de considerar o consumidor e todos os ouros atributos que ele também valoriza, com qualidade, variedade, facilidade de encontrar produtos, facilidade de pegar produtos, horários flexíveis de funcionamento, entre outros.

E esse erro pode custar muito caro.
Ainda mais em tempos de crise, quando o acerto e a precisão das decisões são críticas para o sucesso. E conhecer MUITO BEM o consumidor é um MUST para que isso aconteça.

Acorda Carrefour


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Carrefour Series (1). Café e Peixe. Ahhhh!

O Carrefour acabou de comemorar a inauguração de mais uma loja em Campinas, desta vez no Cambuí, bairro nobre de Campinas, e com a estratégia de brigar diretamente com o Pão de Açucar.
Não deu. O concorrente ainda é infinitamente superior, especialmente quando levamos em conta alguns critérios como Layout de loja, Variedade de Produtos, Localização de Produtos, entre outros.
Mas neste post, vamos simplesmente nos focar na Localização da Cafeteria do Carrefour: AO LADO DA PEIXARIA! Como pode? As pessoas sentam para tomar um café e sentem cheiro de peixe.
Como isso pode acontecer? Quem deixou que isso acontecesse? Será que ninguém pensou nisso?
Duvido.
Alguém pensou, mas pensou mal. Ou operou mal? Ou ninguém se atentou a esse detalhe.

Mas saibam que detalhes fazem a diferença. E muita diferença. Especialmente quando nos referimos à fidelização. Detalhes são, em algumas instâncias, a alma do marketing; aquele pequeno PLUS que faz toda a diferença. 
Neste caso da cafeteria/peixaria, não é um detalhe; mas foi tratado como tal; e pior, sem ser dada a devida importância.
Uma pena. Talvez não volte mais.