Acho que é exatamente para lá, que o Carrefour, dito bairro, vai.
Vamos as análises:
Adquiriram um espaço SUPER-NOBRE no Cambuí, bairro nobre de Campinas, em frente ao Largo Sta. Cruz; o propósito desta ação: fazer frente ao P. Açucar Cambuí, localizado tb. no mesmo bairro, obviamente. Até aí, uma ótima estratégia;
No entanto, esqueceram que para satisfazer o consumidor do P. Açucar é preciso um pouco mais que simplesmente estar por perto. É preciso, por exemplo, VARIEDADE de produtos, coisa que nossos amigos franceses simplesmente esqueceram de computar em sua equação.
Vamos aos exemplos de produtos que não foram achados:
1. Pão de Forma Wickbold
2. Iogurte com Mel Nestle
3. Salsichas variadas (Hans, Eder...)
4. Mostarda Hemmer
5. Ketchup Henz
5. Saladas embaladas a vácuo da marca Terra.
6. Queijo Fresco Balkis... ou Quatá... ou Fazenda...
Oras, se um supermercado que ser um grande supermercado de bairro, e brigar com os grandes, então nada mais apropriado que este arme-se com as ferramentas de briga corretas; e não com artefatos de segunda linha, como os private labels que nos empurram guela adentro nas gôndolas também mal planejadas.
Sem Hemmer, sem Wickbold... sem Henz... não chegarão a lugar nenhum; apesar de estarem no lugar certo. Irônico não!?
A verdade é que a decisão estratégica de se estabelecer no Cambuí foi mto. acertada; mas esqueceram de considerar o consumidor e todos os ouros atributos que ele também valoriza, com qualidade, variedade, facilidade de encontrar produtos, facilidade de pegar produtos, horários flexíveis de funcionamento, entre outros.
E esse erro pode custar muito caro.
Ainda mais em tempos de crise, quando o acerto e a precisão das decisões são críticas para o sucesso. E conhecer MUITO BEM o consumidor é um MUST para que isso aconteça.
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