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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

De filme a Twitter, as táticas da Mattel para reabilitar Ken | Valor Online

De filme a Twitter, as táticas da Mattel para reabilitar Ken | Valor Online

Excelente artigo publicado no Jornal Valor, no qual se passeia pelo mundo dos bonecos e bonecas; seres inanimados, mas vivos.
De plástico, mas personagens encantadores.
Barbie e Ken formam um casal permeado pelo Marketing. Totalmente.

Não há nada em ambos que não seja fruto de um marketing cuidadoso e muito bem feito.
Durante um tempo, no entanto, quem usufruiu fortemente das estratégias foi a Barbie... então somente!
Barbie moderna, Barbie Emo, Barbie faxineira, Barbie Executiva, Barbie Motorista... Barbie pilota de Formula Indi...
Barbie tudo.
Ken nada.

Só recentemente a Mattel se ligou que o namorado... acompanhante, ficante, etc. era fundamental para a sobrevida do casal, já, aos olhos de muitos, desgastada sobremaneira.

E eis que surge TOY STORY 3; um fenômeno. Um dos poucos filmes que superaram a 1a., e também a 2a. aventura de Woody e Buzz Lightyear.
Mais que um filme; mais que um desenho para entreter a molecada (e porque não os adultos?), uma máquina de relançar produtos. Entre eles, nosso querido, e esquecido Ken.
Não mais.
No filme, Ken resurge apoteótico. Engraçadíssimo. Caricato; por vezes, ridículo.
Apresentado com o estereótipo de um metrosexual mal resolvido; as vezes afetado; as vezes bobinho; mas um bom moço.

Ken rouba a cena diversas vezes, dando ao filme uma roupagem ainda mais devertida; instigante... surpreendente.
E por que não, inovadora.

O que mais encanta, no entanto, é a possibilidade de um Ken bobão; renascendo das trevas para uma glória sem precedentes.
E um Ken que nem sabíamos que existia. Como pode... Ken... namorado da Barbie... bobão?

É um contrasenso, a princípio. Mas uma grande sacada... sem bem analisarmos.

Ao se vestir o Ken com tal estereótipo, tirou-se o personagem do armário.
And he came back to life.
Não se denegriu a imagem do personagem; brincou-se com ela.
E o púbico entendeu a brincadeira. E Ken está salvo.

No meu entender, uma ótima estratégia.
Poderímos aprender com isso.
Ao invés de estamparmos na cara do telespectador marcas famosas de uma maneira abusiva, para não dizer ridícula, deveríamos pensar estrategicamente no contexto, no produto e na audiência; e utilizar o que erroneamente chamamos de merchandising, de uma maneira astuta e agradável.

Deveríamos aprender com Ken.

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